domingo, 14 de março de 2010

Vencendo o espírito de Pobreza

(Por Rick Joyner. Texto retirado do livro: Quebrando o Poder do Mal)

O espírito de pobreza é uma das fortalezas mais poderosas e mortais que satanás usa para manter o mundo escravo. As fortalezas malignas, que são baseadas em padrões enganosos de pensamento, estão na maioria interrelacionadas e podem ser vencidas somente quando desfazemos toda a sua rede. Manter o povo de Deus oprimido e na pobreza é o intento de muitos dos medos que o inimigo das nossas almas envia contra nós.

Toda a Igreja e cada cristão deve lutar e vencer esse espírito de pobreza a fim de andar nos propósitos para os quais foram chamados. Essa fortaleza é uma das armas de maior sucesso contra os cristãos, o que significa que, ao vencê-la nós conseguimos alguns avanços e sucessos espirituais. Também ganhamos uma posição de autoridade espiritual a partir da qual podemos ser usados para suprir algumas das necessidades mais prementes do mundo. Quando essa fortaleza é derrubada, é como expulsar a escuridão do mais terrível inverno espiritual e ver o mundo florescer na primavera novamente.

Quando pensamos em pobreza, geralmente pensamos em dinheiro, mas o espírito de pobreza pode ou não ter algo a ver com dinheiro. O espírito de pobreza é uma fortaleza estabelecida com o propósito de nos impedir de andarmos na plenitude da vitória conquistada para nós na cruz e na plenitude das bênçãos da nossa herança em Cristo. Isto pode estar relacionado a tudo, desde a qualidade de nossos casamentos até a unção que temos para o ministério, bem como quaisquer outros recursos de que precisamos para o que fomos chamados a fazer.

O objetivo do espírito de pobreza não é apenas nos manter longe das coisas, mas nos manter longe da vontade de Deus. Para isso, satanás pode até nos dar grandes riquezas, mas nossas vidas, não obstante, serão vazias e cheias de preocupações, como se fôssemos pobres.

Nosso alvo de sermos libertos do espírito de pobreza não é apenas para que possamos possuir as coisas que precisamos ou desejamos, mas também para que possamos fazer a vontade de Deus sem impedimento de carência física ou espiritual. Esse espírito é um jugo que se manifesta tanto nos planos natural como espiritual. Portanto, quando somos libertos do jugo do espírito de pobreza, nossa liberdade será manifesta tanto no natural quanto no espiritual. Como o Senhor Jesus foi completamente livre da influência desse espírito, Ele curou os doentes, ressuscitou os mortos e até multiplicou o alimento quando a situação exigiu. Ele sempre foi capaz de atrair os recursos do Céu, o que também deve ser o nosso objetivo. O apóstolo Paulo se refere a essa espécie de caminhada que deveria ser o cristianismo normal em 2 Coríntios 9:8 “E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra.”

Devemos estabelecer em nossos corações e mentes que, como filhos de Deus, Ele quer nos fazer “abundar em toda graça”. Este deve ser um alvo básico na nossa vida – andar em toda graça de Deus disponível por meio da cruz e na presente posição que é acima de todo governo, autoridade, potestade e domínio. Entretanto, uma chave para receber isto é entender que é através da graça, e não algo que possamos adquirir. Está relacionado simplesmente em ter fé em quem Ele é e o que Ele faz.

O objetivo da nossa fé deve ser uma vida de “sempre ter toda suficiência em tudo”. As duas palavras chaves aqui são sempre e tudo. Como cristãos vivendo no Reino. Isso não significa que somos chamados para viver uma vida que nunca conheça a necessidade. Como nos é dito no Salmo 34:10 “Os leõezinhos sofrem necessidade e passam fome, porém aos que buscam ao Senhor bem nenhum lhes faltará”.

Como continua em 2 Coríntios 9:8, devemos ter “abundância para toda a boa obra”. Jesus não supriu todas as necessidades porque não eram a vontade do Pai que ele fizesse isso. Entretanto, nunca houve um que ele não pudesse encontrar por causa da falta de suprimento. Com efeito, assim como multiplicava pão e peixe, ele sempre tinha tamanha abundância que sobrava muito. Ë na verdade uma manifestação do espírito de pobreza o querer somente o suficiente. O Senhor quer que as nossas vidas transbordem.

Se esta abundância e esse transbordar não forem reais na nossa vida é porque algo está fora do lugar – temos uma fortaleza maligna que está nos roubando, chamada espírito de pobreza. Uma das maneiras chaves para quebrar esse espírito de pobreza está enfatizada em 2 Coríntios 9: 6-7.

Um espírito é freqüentemente um outro termo para atitude. Nós liberamos a generosidade de Deus na nossa vida sendo nós mesmos generosos. Se temos uma atitude de apenas sobreviver, então é provavelmente assim que semeamos no Reino – fazendo o suficiente para sobreviver – e essa atitude está diretamente relacionada a como a autoridade do Reino é liberada em nossa vida. O Senhor não nos deu apenas o suficiente: Ele deu abundância, mais do que o necessário. Esta é a atitude que controla aqueles que estão permanecendo nele, que vivem pelo Espírito.

Uma evidência de que fomos verdadeiramente libertos do jugo do espírito de pobreza é a independência financeira, ela significa que somos libertos de todo jugo financeiro de tal maneira que tomamos decisões baseadas na vontade de Deus, não em quanto dinheiro temos. Pode ser a vontade de Deus nós termos muito ou pouco e nos alegramos em ambas situações.

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